Instituto Olga Kos apoia campanha Nacional do Teste do Pezinho


06 de junho é dia de lembrar a importância do teste para detectar doenças em recém-nascidos antes dos sintomas aparecerem

O Teste do Pezinho é um exame gratuito e obrigatório por lei desde 1992 e deve ser feito a partir de 48 horas após o parto e até o quinto dia  de vida do bebê. O procedimento é simples. A coleta do sangue para análise é feita no calcanhar do recém-nascido e o teste tem sido fundamental nas ações preventivas para diagnosticar e tratar as seguintes doenças*:

Anemia falciforme – doença hereditária que altera a formação da hemoglobina, molécula responsável pelo transporte do oxigênio no sangue. Em decorrência dessa alteração, as hemácias ficam com forma de foice (daí o nome “falciforme”), o que dificulta sua locomoção e acaba lesionando tecidos.

Deficiência de biotionidase – é a falta da vitamina biotina no organismo. Sua deficiência resulta em convulsões, fraqueza muscular, queda de cabelo, surgimento de espinhas, acidez do sangue e baixa imunidade.

Fenilcetonúria – é uma doença genética caracterizada pela incapacidade de metabolizar a enzima fenilalanina-hidroxilase,  responsável pela transformação do aminoácido fenilalanina em tirosina. A ausência de tirosina pode acarretar retardo mental.

Galactosemia – é uma doença genética que dificulta a conversão de galactose (açúcar presente no leite) em glicose. O resultado é o acúmulo de galactose no organismo, causando problemas de coagulação, icterícia (pele amarelada), hipoglicemia (baixa da taxa de glicose no sangue), glicosúria (excesso de glicose na urina), acidez do sangue e catarata.

Glicose 6-fosfato desidrogenase – distúrbio metabólico que causa alterações das enzimas fundamentais para proteção das células, especialmente das hemácias. Sem estabilidade, os glóbulos vermelhos podem morrer, causando anemia hemolítica.

Hipotireoidismo congênito – doença que faz com que a glândula tireoide não seja capaz de produzir quantidade adequada de hormônios tireoidianos, o que deixa os processos metabólicos mais lentos. Uma das principais consequências é a retardação mental.

Hiperplasia congênita da supra-renal – provoca uma deficiência na produção de hormônios pelas glândulas adrenais. Para compensar, a hipófise produz excesso de hormônios que estimulam as adrenais, que aumentam de tamanho e passam a produzir em excesso hormônios que levam à masculinização do corpo da criança. Além disso, pode ocorrer desidratação, perda de sal no organismo e vômitos.

Toxoplasmose – é uma doença infecciosa causada pelo parasita Toxoplasma gondii, que pode causar calcificações cerebrais, malformações, doença sistêmica grave. Tardiamente, pode se expressar causando doenças da retina.

fonte: Dr. Drauzio Varella

O exame foi feito pela primeira vez em 1976, pela APAE de São Paulo e a entidade é responsável hoje pela maioria dos testes realizados no Estado de São Paulo por meio do Sistema Único de Saúde (SUS), maternidades e hospitais privados. O Dia Nacional do Teste do Pezinho, lembrado neste 06 de junho, faz parte da campanha “Junho Lilás” lançada em todo o Brasil para chamar a atenção de pais e responsáveis para a importância e relevância do teste.

O Instituto Olga Kos  (IOK) que apoia a campanha atende cerca de 3,5 mil pessoas com deficiência intelectual e em situação de vulnerabilidade social. O IOK desenvolve oficinas com atividades de inclusão por meio das práticas esportivas e culturais que estão instaladas em mais de 40 locais espalhados pela cidade de São Paulo. Nas oficinas de arte, são realizadas atividades de pintura e dança, enquanto os projetos de esporte incluem oficinas adaptadas de Karatê e Taekwondo.

Mais informações sobre o Instituto Olga Kos 

www.institutoolgakos.org.br

Fundado em 2007, o Instituto Olga Kos de Inclusão Cultural (IOK) é uma associação sem fins econômicos, com qualificação de Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP), que desenvolve projetos artísticos e esportivos, aprovados em leis de incentivo fiscal, para atender, prioritariamente, crianças, jovens e adultos com deficiência intelectual. Além disso, parte das vagas dos projetos é destinada a pessoas sem deficiência, que se encontram em situação de vulnerabilidade social e residem em regiões próximas aos locais onde as oficinas são realizadas. O Instituto Olga Kos conta com uma equipe multidisciplinar formada por artistas plásticos, arte-educadores, psicólogos, educadores físicos, fisioterapeutas, mestres em Karate-Do e Taekwondo, profissionais multimídia e pedagogos.

As oficinas de esportes buscam incentivar a prática esportiva (Karate-Do e Taekwondo), estimular o desenvolvimento mo­tor e melhorar a qualidade de vida dos participantes. Já as oficinas de artes buscam divulgar a diversidade cultural e artística de nosso país, expandir o acesso à cultura, incentivar o exercício da arte e desenvolver os canais de comuni­cação e expressão dos participantes, por meio dos programas: “Pintou a Síndrome do Respeito” e “Resgatando Cultura”.

Todas estas atividades procuram garantir que a pessoa com deficiência intelectual reúna con­dições de participar de forma mais efetiva da sociedade da qual ela faz parte. Além disso, o IOK desenvolve a articulação de redes de apoio para geração de renda e inclusão no mercado de trabalho, por meio de parcerias com instituições que promovem o aprendizado de habilidades profissionais.


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